quarta-feira, 12 de maio de 2010

Análise da notícia

No Brasil, o futebol é analisado por intermédio de dogmas. Dunga tem os dele e estes se relacionam com a Copa do Mundo de 1994. Aquele time trouxe o campeonato mundial para o país depois de 24 anos. Ainda assim, é questionado continuamente e criticado até hoje. Para quem o compunha, porém — e o então volante capitaneava o grupo —, o que importa é o resultado, a vitória, a bola no gol.

Não é por outro motivo que o treinador convocou o enxame de volantes que planeja escalar como meias. A criatividade e a irreverência não são nem serão jamais o forte da Seleção Brasileira. Não da de Dunga.

O brasileiro médio, por seu lado, cultiva outro dogma. É a crença lúdica, remanescente dos campos de pelada. Segundo ela, o jogo de futebol deve conter beleza, ser permeado de estética, seja no drible desconcertante ou no passe genial. E, vestido com tal caráter, precisa estar sempre voltado ao ataque.

O escrete a ser mandado à África do Sul, portanto, não é um mau time. Pode até ganhar. Mas jamais será amado pelos brasileiros, pois está desde já dele divorciado nas mais profundas crenças do que seja jogar bola.

2 comentários:

Fábio Lucas disse...

E ainda tem o fato de que nem todo brasileiro acompanha os campeonatos europeus para conhecer os convocados de Dunga... Pelo menos Ganso e cia. a gente vê jogar toda semana. Sem purismo, mas faz falta alguns jogadores de casa, com mais torcida da arquibancada do que dos patrocinadores.
(E o blog ainda se chama "2009"?)

Ugo Braga disse...

flucs!!! saudades de vc, meu flucas.

Esse blog, como se vê, respira com a ajuda de aparelhos. Se está para morrer, por que rebatizar? Essa é a lógica.